Terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Uma história de decadência inerte

Uma vez eu era foda.

Aí todo o mundo ficou mais foda.

Fim da história.

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publicado por Anarco-Absolutista às 02:21
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014

#9

The couple sat on the top of the hill, illuminated by the shine of the full moon.

"It's hard to talk to you. You never get what I mean right", said the guy.

"I'm sorry", said the girl.

He sighed.

"No, it's not your fault. I guess we've just grown too different across the years. When you came after me, I guess you expected to find a very different person. We parted ways so long ago that I guess your memories of me became foggier and more idealized than reality. Or perhaps I just became shittier with time. You're just starting college and having plenty of cool activities and new experiences; I'm finishing college and am mostly full of it. You're so politically engaged and enthusiastic; I'm a disillusioned anarchist who has lost his faith in mankind's ability to manage itself without government but not his belief that anything else is unacceptable. Most of what I do is uninteresting or unintelligible to anyone outside my specialties. You missed me and came after me; I left you and many others in the past and had no interest in going back."

She remained silent. He kept the silence for a quarter of a minute.

"I'm really sorry", he said. And firming one foot on the ground, he leaped up into the dark sky.

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publicado por Anarco-Absolutista às 04:05
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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013

#5

"Treze", respondeu ela, telegraficamente.

Era tudo o que ele precisava ouvir. Mas quem era ele?

Ele, turns out, não era ninguém. Ela sabia que ele não era ninguém. Mas respondeu mesmo assim. Sentada sob a sombra do umbu, já irrelevante àquela hora da tarde, Aniksa contemplava a beleza do bosque que era os fundos de sua casa. Observava, meio atenta, meio difusa, a estrutura recursiva das pequenas flores amarelas ao seu redor, as abelhas que coletavam o pólen em seu algoritmo metódico e infalível. Era bonito, mas ao mesmo tempo a realização da magnitude, da propositalidade de tudo aquilo deixava-a com calafrios.

Ficou ali por um bom tempo. Aquele que não era ninguém sentou-se ao seu lado. Ela deu-lhe a mão, trocando com ele infinitas cadeias de símbolos não proferidos. Era tudo o que ela precisava ouvir. Era? Era, ela tentava se convencer. Mas não era. Alguma coisa faltava, e ela se iludia de que ignorava o que quer que fosse, por mais que, reprimida sob toda aquela racionalização e esquematização de todas as coisas, lá estivesse agudamente evidente a fonte de sua angústia.

A lua, brilhando palidamente no alto do céu, lhe dizia que era hora de se preocupar com outras coisas.

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publicado por Anarco-Absolutista às 07:00
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