Terça-feira, 3 de Dezembro de 2019

The truth

"Are you ready for the truth?", asked Hu.

"What truth?", asked Shen.

"That's the problem, isn't it?", said Hu. "If I tell you and you're not ready, you will die instantly. So say the old books anyway. We've created a whole religion of symbolism and ritual that vaguely alludes to it, so no one is ever directly exposed to it. The old masters never talk about it explicitly. Knowledge of it is transmitted slowly, over the course of a lifetime, while at the same time you acquire the mental strength necessary to contemplate it and understand it. I've been living in the temple for thirty years now, and I think I can now contemplate it."

"And do you understand it?", asked Shen.

Hu remained silent for a minute, his eyes lost in unfathomable distance. He died, though not instantly.

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publicado por Anarco-Absolutista às 17:39
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Sábado, 17 de Maio de 2014

Uma frivolidade semi-arcaica

(Encontrei o que segue em um caderno velho, enquanto procurava papel de rascunho.)

Uma vez eu era um caderno. E a menina grafava furiosamente os mais ricos dizeres, sob a ortografia de 43. A nova ideologia do rei! O torpe fôlego que move o mundo! Poderia me escrever uma anarquista, mas não. Deita-me caracteres a leve mão de uma democrata. Uff!

Um dia vou ser minha própria caneta. Vou dizer tudo o que eu penso com o mais puro vigor. E ai daquele que tentar me dissuadir, ai dele! Visitar-lhe-á a própria morte.

Sou a corrente que segura a noite. Sou a fria estrela branca. Que é que eu sei dessas coisas? Eu sei da vida. A vida! A própria vida. A vida que traz e que leva, a vida que vem e que vai. Que é que há para saber? E no entanto ela se move.

Espero o ônibus sentado na vida. Se deus é a chama que se acende em partes e se apaga em partes, o ônibus é o antagonista magno do calor, é sua análise. Análise é o contrário da catálise.

Katharevousa. Eles clamitavam o nome do santo. Mal sabiam eles que o santo era um caderno.

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publicado por Anarco-Absolutista às 04:42
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Sexta-feira, 14 de Março de 2014

Uma pequena verborragia pré-onírica

A fria concepção delgada de seu corpo era um gestalt antropomórfico, um miruvor feérico para a mente e o espírito. Seus agradáveis tons de voz, suaves como um gigantesco fole, delineavam a profunda e irrepreensível configuração cosmológica da própria existência, uma sintetização de tudo aquilo que podia ser expresso pelo cálculo lambda não-tipado. Nenhures se havia de achar silhueta de igual caráter e sinfonia, um alicerce fundacional da semântica axiomática definitiva da qual os homens são sedentos. Uma respeitável e ceruliforme potestade impérvia à vanidade mundana, uma fortaleza de magnitudes impraticáveis, um souvenir de tudo aquilo que poderia ser, revisto e ampliado pelo sangue e pela lágrima. Engenho e arte de súbitas e sutis proporções, intricados padrões interconexos pela vasta gama de sentidos polimórficos. Uma minuciosa combinação de fatores celestiais, cuja prova, auto-evidente, é aqui omitida por brevidade.

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publicado por Anarco-Absolutista às 03:36
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